Pelo segundo dia consecutivo, o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, citou o uso de armas nucleares. Agora, ele defendeu que “políticos ocidentais também consideram uma guerra nuclear”.
“Todo o mundo sabe que uma terceira guerra mundial só pode ser nuclear, mas eu gostaria de chamar a atenção que está na cabeça dos políticos ocidentais a ideia de uma guerra nuclear, não na cabeça dos russos”, afirmou Lavrov em uma entrevista coletiva em Moscou nesta quinta-feira (3/3).
Na quarta-feira (2/3), em entrevista à TV Al Jazeera, canal transmitido no Catar, o chefe da diplomacia russa comentou o que seria um conflito dessa proporção. “A terceira guerra mundial seria uma guerra nuclear devastadora”, disse o diplomata russo.
Putin reuniu-se, no domingo (27/2), com os ministros da Defesa, Serguei Choigu, e do Estado Maior, Dmitry Yuryevich Grigorenko, no Kremlin. No encontro, o mandatário ordenou que os ministros colocassem as forças nucleares em “regime especial de alerta”, conforme divulgado pela agência de notícias russa Tass.
Putin eleva o tom
Em declarações que elevam a crise no Leste Europeu, o presidente russo, Vladimir Putin, radicalizou e garantiu que as tropas da Rússia devem continuar os combates. A Ucrânia vive o oitavo dia de guerra.
Nesta quinta-feira, em pronunciamento transmitido do Kremlin, sede do governo russo, Putin alertou: “Os objetivos da operação da Rússia na Ucrânia serão alcançados em qualquer caso”, afirmou a integrantes do governo.
Na prática, Putin quer a desmilitarização da Ucrânia. Isso envolve a posse de armas nucleares e a adoção de um status neutro sobre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Putin ordenou que as tropas intensifiquem os bombardeios. Os ataques têm causado cada vez mais mortes e atingido grandes centro habitados.
Horas após a fala do líder russo, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, fez um pronunciamento…


