O Ministério Público de Sinaloa confirma que o corpo do informante foi encontrado envolto em plástico numa estrada de terra em Culiacán. Já houve nove jornalistas assassinados no México desde o início de 2022. O último foi Luis Enrique Ramírez, colunista do conhecido jornal El Debate, cujo corpo foi encontrado sem vida e embrulhado em plástico na quinta-feira na cidade de Culiacán, no estado de Sinaloa, no norte do estado, como confirmado pelo Ministério Público do estado.
“Infelizmente, confirma-se que o corpo encontrado numa estrada de terra na auto-estrada El Ranchito é o do jornalista Luis Enrique Ramírez Ramos. As nossas sinceras condolências à sua família. Estamos empenhados em trabalhar para esclarecer este facto”, escreveu Sara Bruna Quiñones no Twitter, chefe da procuradora-geral do estado de Sinaloa.
O jornalista trabalhou para o El Debate e outros meios e agências nacionais. Além disso, foi o autor de dois livros “O Dente da Sabedoria” e “O ingovernável”. O jornalista recebeu 14 prémios pelo seu trabalho jornalístico e criou o jornal digital Fuentes Fidedignas, disse El Debate.
A ONG Human Rights Watch (HRW) denunciou na terça-feira, por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a persistência da violência contra jornalistas no México e advertiu que os assassínios deverão atingir níveis recorde este ano. O México foi também consolidado como o país mais mortífero do mundo para os jornalistas, de acordo com o índice mundial de liberdade de imprensa apresentado esta semana pelos Repórteres Sem Fronteiras.
Desde o ano 2000 até à data, a ONG documentou 151 assassinatos de jornalistas no México, possivelmente relacionados com o seu trabalho profissional -incluindo Ramírez-. Do total, 139 são homens e 12 são mulheres. Destes, 47 foram registados durante o anterior mandato do Presidente Enrique Peña Nieto (2012-2018) e 32 durante o actual mandato de Andrés Manuel López Obrador (2018-2024).
México: Jornalista Luis Enrique assassinado


