A UE no mundo: mais autonomia, mais poder militar e uma política comum para os migrantes | A Europa que Queremos

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Uma guerra na Europa, uma crise de refugiados, uma inflação galopante e uma União Europeia (UE) agarrada à dependência externa em vários sectores. O contexto não podia ser mais adequado para uma discussão sobre o papel da União Europeia (UE) no mundo. Numa altura em que o projecto europeu está em discussão, por via da Conferência sobre o Futuro da Europa (CoFoE), que papel deve assumir a UE na política internacional?

A “UE no Mundo” é o mote do novo tópico da série editorial do PÚBLICO sobre a CoFoE, que já abordou os valores europeus e a dimensão económica e social. Recolhemos vários contributos dos cidadãos — seja os deixados na plataforma online da conferência, seja os emanados do Painel de Cidadãos — e ouvimos a professora associada em relações internacionais na Universidade Autónoma de Lisboa, Ana Isabel Xavier, para perceber o que está em causa.

Uma política mais autónoma?

Nos últimos tempos, a propósito da Bússola Estratégica, o documento norteador para os próximos anos da política externa europeia, um dos conceitos chave mais proclamados pelos líderes europeus é o de “autonomia estratégica”.

Entre as recomendações deliberadas pelo Painel dos Cidadãos, existem várias a defender uma UE mais autónoma em diferentes áreas. “Recomendamos que a UE reduza as dependências das importações de petróleo e gás”, lê-se numa das sugestões finais.

A autonomia energética é crucial?

O caso da dependência de países europeus do gás russo demonstra que a autonomia energética não é somente uma questão económica: é uma matéria de política externa. Por isso, os cidadãos defendem uma “estratégia” para garantir a independência energética da UE e a criação de um organismo europeu que coordene o “desenvolvimento das energias renováveis” em cada um dos Estados-membros.

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