Veja o que afasta as mulheres da política e como reverter esse cenário

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No dia 24 de fevereiro de 1932, o presidente Getúlio Vargas decidiu, após muita luta feminina no país, tirar do código eleitoral brasileiro um empecilho que distanciava as mulheres da política. Na data, o decreto 21.076 determinou que qualquer cidadão brasileiro maior de 21 anos, alistado na forma do código e sem distinção de sexo, era um eleitor.

A conquista, no entanto, não foi fácil. A relutância em ceder esse direito às mulheres perdurou por anos. Por volta de 1980, a cientista Isabel de Souza Mattos levantou o debate sobre permitir o voto feminino ao solicitar que seu voto fosse válido de acordo com a Lei Saraiva, promulgada naquela época. A lei dizia que qualquer pessoa com título científico poderia votar – o que, na década de 1980, significava homens com diploma na área das ciências.

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A luta pelo voto

Foram quase 40 anos desde a primeira manifestação feminina por esse direito até a promulgação da lei de Getúlio Vargas. Após 90 anos da decisão, o mundo mudou, mas não o cenário político no país. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres foram apenas 31,6% das candidatas no Brasil na última eleição, em 2018, na esfera federal (governadora, deputadas e senadoras).

Já na esfera estadual, para cargos de prefeita e vereadora, elas foram apenas 33% das candidatas em 2020. Elas são apenas 12% dos prefeitos eleitos no país. O Brasil só teve uma presidente mulher em 183 anos de república, a economista Dilma Rousseff,…

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