A Rússia tem um sistema bancário, reconhece a propriedade privada, acessa o mercado de capitais… “tudo o que normalmente atribuiríamos a um país capitalista”, disse à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) Carlos Siegrel, professor da Divisão de Economia e Assuntos Globais da Universidade Rutgers, nos EUA.

As duras sanções à Rússia — aliadas a interrupção dos negócios de diversas multinacionais no país – colocam mais pressão na economia russa
É o país com maior extensão territorial do mundo e obtém grandes receitas com as exportações de petróleo e gás.
A Agência Internacional de Energia (AIE) afirma que a Rússia “desempenha um papel descomunal nos mercados mundiais de petróleo”. Em 2021, a revista Forbes classificou a Rússia em quinto lugar entre os países com mais bilionários.
Estação da Gazprom, empresa que faz parte da poderosa indústria energética russa — Foto: Getty Images via BBC
A Rússia é um país capitalista, mas vários especialistas concordam que após a queda da URSS, os líderes russos, primeiro Boris Yeltsin e depois Vladimir Putin, alimentaram um modelo econômico que favoreceu algumas poucas figuras mais próximas ao governo.
“Capitalismo de camaradas” é como chamam alguns analistas, como Anders Åslund, autor do livro Russia’s Crony Capitalism: The Path from Market Economy to Kleptocracy (“O Capitalismo de Camaradas da Rússia: o Caminho de uma Economia de Mercado para uma Cleptocracia”, em tradução livre).
Como funciona a economia da Rússia e por que seus críticos a associam ao aparecimento de oligarcas e corrupção?
Segundo Siegrel, para entender a economia russa hoje, é preciso voltar ao colapso da União Soviética. As empresas que antes pertenciam ao Estado seriam privatizadas.


