O empresário nascido na Jordânia Samir Handal foi libertado da detenção na Turquia cerca de oito meses após ter sido preso no aeroporto de Istambul a caminho dos Estados Unidos, antes de ser detido ao abrigo de um Aviso Vermelho da Interpol. Samir Handal foi um dos suspeitos do assassinato do Presidente haitiano Jovenel Moïse, que foi morto a 7 de Julho de 2021 na sua casa privada em Pèlerin 5 por um comando armado.
A justiça turca não está convencida pelo pedido de extradição do governo haitiano, relata a agência noticiosa turca DHA.
Samir Handal ganhou o seu caso. Não queria ser extraditado para o Haiti, sob o pretexto de que corria o risco de ser maltratado ou morto. Ao mesmo tempo, nega o seu envolvimento no assassinato do chefe de Estado haitiano.
Três outras pessoas, suspeitas de estarem envolvidas no magnicídio de 7 de Julho de 2021 em Pèlerin 5, foram acusadas nos últimos meses nos Estados Unidos. São o empresário haitiano Rodolphe Jaar, o ex-militar colombiano Mario Antonio Palacios Palacios e o ex-senador haitiano John Joel Joseph.
Durante uma conferência de imprensa na terça-feira 28 de Junho, o porta-voz da Polícia Nacional Haitiana, o Inspector Gary Desrosiers recordou que mais de trinta pessoas já foram levadas à justiça e mais de uma dúzia são procuradas pela PNH em parceria com a Interpol pelo seu alegado envolvimento no assassinato do Presidente Jovenel Moïse.
Salientou que 33 polícias são dispensados do HNP e 3 outros são colocados de licença na sequência das recomendações da Inspecção Geral do HNP sobre o envolvimento de agentes policiais neste crime.


