Nem sempre o objectivo de uma guerra é derrubar um governo ou impedir que um Estado entre a fazer parte desta ou daquela organização política ou militar, existem vários motivos entorno de uma guerra, esses motivos podem ser econômicos, políticos, sociais, diplomáticos, étnico-culturais, estratégico-militares ou motivos movidos por uma questão de ameaça à Segurança territorial ou à soberania Nacional. Mas em política é muito comum um governo afirmar publicamente uma coisa mas os objectivos de fundo serem outros, a política tem muito disso: «dizer uma coisa e no final fazer outra».
Os cenários geopolíticos mudam constantemente, esses cenários muitas das vezes são imprevisíveis e impossíveis de serem calculados com exactidão porque a geopolítica segue regras próprias, a geopolítica não obedece ninguém obedece a si mesma tendo sempre em conta os seus interesses e objectivos. É exactamente isto que do ponto de vista geoestratégico começo a notar nesse conflito da Ucrânia, estamos perante à um jogo de xadrez onde várias peças estão sendo movidas em várias direcções e proteger o Rei fica cada vez mais difícil, os peões estão sendo derrubados, as bases de defesa aos poucos estão caindo, agora ou o Rei mostra a cara para evitar ser derrubado e salvar todos ou o Rei se esconde e no final todos acabarão sendo derrubados.
Dias atrás o Kremlin afirmou que os “objectivos da primeira fase da sua operação militar especial na Ucrânia tinham sido alcançadas e que agora irão concentrar a sua atenção em garantir a segurança das fronteiras das regiões separatistas de Donetsk e de Lugansk”. Essa afirmação veio depois de se terem completado 30 dias de conflito na Ucrânia. Esse pronunciamento do Kremlin pode ser interpretado como uma espécie de “curtina de fumaça” ou seja é quando se afirma uma coisa escondendo o real objectivo e depois apanhar o adversário/inimigo de surpresa e contrataca-lo quanto menos se…


