Quem vê a fachada da Casa de Petrópolis fica encantado com a sua assimetria, mas nem imagina que o seu interior é ainda mais surpreendente.
A residência de José Tavares Guerra, financista, filho de um próspero exportador de café e afilhado do Barão de Mauá, é uma das três últimas mansões do século XIX que permanece em seu estado original.
O que explica grande parte da originalidade da casa é o seu estilo arquitetônico, chamado de eclético, em voga na segunda metade do século XIX. A liberdade criativa e a ausência de regras na fachada é o que atrai o olhar de quem passa pela Rua Ipiranga, mas a simetria que não existe do lado de fora, curiosamente, existe no interior do local. É o caso da sala de estar, que tem duas janelas e duas portas – uma delas, falsa.
Visitar a Casa de Petrópolis é experienciar algo único. A arquitetura, extremamente minuciosa, encanta em todos os sentidos. A riqueza dos detalhes é algo que escapa às palavras, principalmente das pinturas do teto. Mesmo sem restauro, essas pinturas parecem ter sido realizadas num passado recente pelos pincéis de Carl Schäffer, pintor austríaco, já que as cores ainda carregam uma alegria pulsante e chamam a atenção dos olhares atentos não apenas de seus visitantes, mas também de quem “guarda” a casa com afeto e entusiasmo, descobrindo detalhes únicos a cada dia.
A guardiã da Casa de Petrópolis, como ela mesma se intitula, é Rachel Wider, historiadora, pesquisadora e diretora do local. No dia da nossa visita, ela nos contou a história e as curiosidades por trás dessa incrível construção, localizada numa das ruas mais charmosas e arborizadas do Centro Histórico.
A história por trás da preservação da Casa de Petrópolis é muito curiosa,…


