Justiça decide não levar Ronnie Lessa a júri popular por homicídios durante operação há mais de 20 anos

CTN News
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RIO – A Justiça decidiu não levar o sargento aposentado Ronnie Lessa a júri popular por dois homicídios que ocorreram durante uma operação policial em setembro de 2000. Lessa é o acusado de ser o responsável pelos disparos que mataram a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes e está preso desde março de 2019. Ele também respondia pelos assassinatos de dois traficantes na favela Parque Colúmbia, na Pavuna, Zona Norte do Rio, quando ainda estava na PM. Também eram réus, no processo, o subtenentes Guilherme Tell Mega e Floriano Jorge Evangelista Araújo — todos atualmente reformados.

Segundo a decisão da juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal, publicada no último dia 18, “não há como prosseguir com a acusação em plenário, diante da óbvia fragilidade do atual quadro probatório”. A magistrada acolheu um pedido do Ministério Público, que opinou pelo fim do processo.

Na época, Lessa, Mega e Evangelista integravam a Patamo 500 — uma patrulha do 9º BPM (Rocha Miranda) que, ao mesmo tempo em que virou uma lenda dentro da PM, provocava terror nos moradores de favelas da Zona Norte do Rio no final dos anos 1990. O chefe de Lessa no período era o hoje tenente-coronel — na época, capitão — Cláudio Luiz Oliveira, que atualmente cumpre pena de 30 anos de prisão por ser o mandante do assassinato da juíza Patrícia Acioli.

Os homicídios aconteceram durante uma operação da patrulha que teve como objetivo capturar um dos traficantes mais procurados do Rio à época: Dálber Virgílio da Silva, o Binho. Meses antes, ele havia invadido uma delegacia para libertar a namorada, que estava detida na carceragem. Para a PM, na época, a ocorrência que terminou com a morte do traficante foi um sucesso.

A versão dos policiais é que Binho e Luiz Fernando Aniceto Alves foram mortos num tiroteio. Um detalhe, no inquérito, não batia com o relato: o tiro que matou o comparsa de Binho deixou uma “orla de tatuagem” na…

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